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Você pode votar para escolher lutadores do UFC Rio!

Friday, March 11th, 2011

PELA PRIMEIRA VEZ, UFC REALIZA ENQUETE PARA AJUDAR NA DEFINIÇÃO DE UM CARD DE LUTADORES

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  • Enquete no site www.ufc.com tem como objetivo mostrar a popularidade dos lutadores brasileiros
  • Fãs podem escolher até 12 atletas de sua preferência entre 33 lutadores brasileiros selecionados
  • Resultado ajudará na montagem do card do UFC Rio, que será realizado no dia 27 de agosto, na Arena HSBC
Marcado para o dia 27 de agosto, na Arena HSBC, o UFC Rio certamente será especial na história do Ultimate Fighting Championship. Além de unir pela primeira vez o nome da cidade-sede à logomarca doUFC, a edição carioca passa a contar também com uma inédita enquete no site oficial do evento (http://www.ufc.com). Com o objetivo de conhecer a preferência do público e ajudar na montagem do esperado card, o UFC disponibilizou uma lista com 33 brasileiros que podem ser votados até o dia 25 de abril.
Cada internauta pode votar em até 12 lutadores. Entre os participantes da enquete estão os donos de cinturão Anderson Silva, Maurício Shogun e José Aldo, além de nomes conhecidos como Wanderlei Silva, Júnior Cigano, Vitor Belfort e os irmãos Minotouro e Minotauro.
“O UFC Rio será um evento especial. Eu sei como os fãs brasileiros estão loucos e muito ansiosos para ver, ao vivo, o evento esportivo mais empolgante do mundo. Essa pesquisa inédita vai ajudar a selecionar os lutadores para esse card. Essa é outra prova de que o UFC sabe o quão especial são os nossos fãs brasileiros”, afirmou Dana White, presidente do UFC.
Lista de lutadores:
  • Alexandre Ferreira “Cacareco”Naturalidade: Rio de Janeiro (RJ) // Categoria:Médio
  • Anderson Silva – Naturalidade: São Paulo (SP) // Categoria: Médio
  • Carlos Eduardo “Tá Danado” Rocha – Naturalidade: Cabedelo (PB) // Categoria:Meio-médio
  • Charles “Do Bronx” OliveiraNaturalidade: São Paulo (SP) // Categoria: Leve
  • Demian Maia - Naturalidade: São Paulo (SP) // Categoria: Médio
  • Diego Nunes – Naturalidade: Caxias do Sul (RS) // Categoria: Pena
  • Edson Barboza – Naturalidade: Nova Friburgo (RJ) // Categoria: Leve
  • Fabio Maldonado – Naturalidade: Sorocaba (SP) // Categoria: Meio-pesado
  • Gleison Tibau – Naturalidade: Tibau (RN) // Categoria: Leve
  • Jorge Santiago – Naturalidade: Angra dos Reis (RJ) // Categoria: Leve
  • José Aldo - Naturalidade: Manaus (AM) // Categoria: Pena
  • Junior “Cigano” dos Santos Naturalidade: Caçados (SC) // Categoria: Pesado
  • Luiz “Banha” Cané – Naturalidade: São Paulo (SP) // Categoria: Meio-pesado
  • Lyoto Machida – Naturalidade: Salvador (BA) // Categoria: Meio-pesado
  • Maiquel Falcão – Naturalidade: Pelotas (RS) // Categoria: Médio
  • Mário Miranda – Naturalidade: Niterói (RJ) // Categoria: Médio
  • Mauricio “Shogun” Rua – Naturalidade: Curitiba (PR) // Categoria: Meio-pesado
  • Paulo Thiago – Naturalidade: Brasília (DF) // Categoria: Meio-médio
  • Rafael dos Anjos – Naturalidade: Rio de Janeiro (RJ) // Categoria: Leve
  • Rafael “Sapo“ NatalNaturalidade: Belo Horizonte (MG) // Categoria: Médio
  • Raphael Assumpção – Naturalidade: Fortaleza (CE) // Categoria: Pena
  • Rany Yahya – Naturalidade: Brasília (DF) // Categoria: Pena
  • Renan Barão – Naturalidade: Rio Grande do Norte (RN) // Categoria: Galo
  • Renzo GracieNaturalidade: Rio de Janeiro // Categoria: Meio-médio
  • Rodrigo “Minotauro” – Naturalidade: Salvador (BA) //Categoria: Pesado
  • Rogério “Minotouro” – Naturalidade: Salvador (BA) //Categoria: Meio-pesado
  • Rousimar “Toquinho” Palhares – Naturalidade: Dores do Indaiá (MG) // Categoria:Médio
  • Thiago “Pitbull” Alves Naturalidade: Fortaleza (CE) // Categoria: Meio-médio
  • Thiago SilvaNaturalidade: São Paulo (SP) // Categoria: Meio-pesado
  • Thiago Tavares – Naturalidade: Florianópolis (SC) // Categoria: Leve
  • Vitor BelfortNaturalidade: Rio de Janeiro (RJ) // Categoria: Médio
  • Wanderlei Silva – Naturalidade: Curitiba (PR) // Categoria: Médio
  • Yuri Alcântara – Naturalidade: Ilha de Marajó (PA) // Categoria: Pena
Se você quer ver o Demian Maia no UFC Rio, em 27 de agosto, vote aqui!

Entrevista a Wanderley Nogueira, na Terra TV

Friday, February 4th, 2011

Demian Maia nas Bancas – Tatame

Saturday, May 1st, 2010

Confira abaixo algumas das matérias que você lê na TATAME desse mês já nas bancas de todo o Brasil.

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Programa do Faustão – Rede Globo 18/04

Monday, April 19th, 2010

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Programa do Faustão, hoje

Sunday, April 18th, 2010

Demian Maia e Anderson Silva falam sobre a carreira, MMA e UFC,  no Domingão do Faustão. Confira no blog dos Bastidores do Programa:

Nós estivemos em Abu Dhabi

sex, 16/04/10
por editor |

Luta

Foram cerca de 30 horas de viagem. Deixamos o Rio de Janeiro rumo a Abu Dhabi no dia 12 de abril. A capital dos Emirados Árabes Unidos tem quase um milhão de habitantes, a maioria estrangeira, vinda de países perto como Índia, Paquistão, Somália, Bangladesh, Sri Lanka, Filipinas. Todos falam inglês fluente, um encontro de sotaques que às vezes dificulta a compreensão da língua.

Ficamos hospedados em Yas Island, onde fica o circuito Marina de Formula 1. Lá foi montada a arena pra receber especialmente a luta do UFC (Ultimate Fighting Championship) de Anderson Silva e Demian Maia. Yas Island fica a 20 minutos do centro de Abu Dhabi. Nossos lutadores são adorados e respeitados por lá. Incrível ver 11 mil pessoas do mundo inteiro no outro lado do planeta em um super evento gritando por Anderson e Demian.

Para nossa sorte nesta época a estação do ano é a primavera. A temperatura estava por volta dos 34 graus celsius. Apesar de cariocas – acostumados as altas temperaturas de nosso verão – deu pra sentir que o clima árido é muito diferente. O ar é muito quente e seco. Só não sofremos mais, porque a cidade é um deserto banhado pelo mar, o que ajuda a manter temperatura durante a noite.

Por ser uma sociedade multicultural a cidade e seus habitantes são muito tolerantes com os costumes ocidentais, mesmo tendo o Islamismo como a principal religião. O único momento em que nos pediram pra usar vestimentas típicas foi durante a visita à mesquita Sheik Zayed.

Abu Dhabi impressiona pela rapidez em que transformam o deserto numa cidade moderna, que ainda guarda heranças árabes.

Não perca, neste Domingão, Anderson Silva e Demian Maia estarão no palco do programa falando sobre os bastidores da luta que agitou o mundo!

Confira as fotos exclusivas dos bastidores desta aventura nos Emirados Árabes Unidos!

Entrevista

Thursday, April 15th, 2010

Por Guilherme Cruz em Tatame
Demian Maia voltou de Abu Dhabi sem o que mais queria: o cinturão dos pesos médios do UFC. A luta contra Anderson Silva no UFC 112 também não saiu como ele esperava, mas, apesar da derrota, o faixa-preta mantém a cabeça em pé. No bate-papo, que você confere abaixo, Demian rebateu as denúncias feitas por Rafael Feijão, de que teria ofendido Anderson “como homem”, falou sobre o retorno ao octagon e analisou a próxima disputa de cinturão da categoria, que deve acontecer entre Anderson e o americano Chael Sonnen, que já foi finalizado por Demian no UFC.

O que você achou da luta?

Cara, foi uma luta morna no começo, demorei um pouco pra entrar na luta, mas me soltei um pouco mais no final. Eu esperava ganhar, mas agora vou treinar para a próxima.

Qual a sua opinião sobre as atitudes do Anderson, te provocando durante a luta?

Todo mundo sabe o que aconteceu, não preciso nem falar. Todo mundo erra, acho que eles estão revendo os erros deles.

Você ficou incomodado com os palavrões?

Não, de forma alguma. Eu acho que isso pode atrapalhar um pouco o esporte e o show, mas eu entrei focado e preparado para lutar, não para qualquer outra coisa.

Ele disse que agiu assim como resposta “às suas provocações antes da luta”, e o Feijão disse que você teria faltado com respeito a ele como pessoa. O que aconteceu realmente?

Quem me conhece sabe que nunca faltei com respeito com ninguém, muito menos com alguém que é amigo de vários amigos meus, como o Anderson. Na verdade, eles erraram e querem achar uma justificativa. Não precisa justificar, é só assumir “pronto, errei”. Todo mundo é passível de errar, estamos lá pra aprender. Existe uma brincadeira para promover a luta, que é até bem leve se comparada ao Boxe e outros esportes. O problema é quando você acha que você é tão bom que ninguém pode brincar com você, aí você tem que rever o caminho e o tamanho que o seu ego está tomando. Com relação à falta de respeito, eu não desrespeito ninguém, muito menos quem é corajoso o suficiente para subir no octagon, o que não é pra qualquer um. Sou um artista marcial, um lutador de Jiu-Jitsu, aprendi isso desde criança.

O Dana White falou alguma coisa com você depois da luta?

Eu não tive tempo, porque de lá eu fui fazer uma ressonância, para ver se tinha alguma coisa mais séria, mas não tinha nada. O meu vôo já era de manhã. Conversei com o pessoal do meu quarto e já fui para o aeroporto.

Quando você volta ao UFC? Qual a expectativa?

Vou esperar o que eles vão mandar, o que vão falar. Já volto a treinar o mais rápido possível.

Como você encara esse retorno? O Thales perdeu uma luta depois de disputar o cinturão e acabou demitido… Você pensa nisso também?

Não, de forma alguma. Eu acho que a luta foi diferente.

O Anderson deve enfrentar o Chael Sonnen, que você já finalizou. O que você acha dessa luta?

Ele tem chance, bota pra baixo muito bem… Ele tem chance de botar o Anderson pra baixo e lutar bem ali. Não que o Anderson não tenha ferramenta para lutar fazendo guarda, ele tem, mas o Chael é um atleta do mais alto nível e tem chances de ser campeão.

UFC 112 Invincible – Maia Entrevista

Friday, April 2nd, 2010

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‘UOL Esporte Entrevista’ recebe lutador Demian Maia.

Sunday, February 21st, 2010

O UOL Esporte Entrevista recebe nesta segunda-feira, 22 de fevereiro, o lutador de MMA Demian Maia. Com apenas uma derrota na carreira, o paulista é o novo desafiante do também brasileiro Anderson Silva pelo cinturão dos pesos médios do UFC.

Depois de uma cirurgia no ombro tirar Vitor Belfort deste combate, Anderson Silva e Demian Maia farão a luta principal do card do UFC 112, que acontece no dia 10 de abril, em Abu Dhabi, no primeiro show do maior torneio de MMA do mundo no Oriente Médio e a céu aberto.

O programa será transmitido ao vivo, a partir das 13 horas.

O UOL Esporte Entrevista é um palco de debate com atletas e dirigentes de destaque no cenário esportivo nacional. Os convidados são abordados sobre diversos temas em quadros como “Bate Pronto” e “O povo pergunta”.

http://esporte.uol.com.br/lutas/vale-tudo/ultimas-noticias/2010/02/23/demian-promete-luta-empolgante-e-finalizacao-rapida-contra-anderson-silva.jhtm

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Demian Maia, a merecida chance de brigar pelo cinturão

Saturday, February 20th, 2010

em JB Online No Octagon

por: Fernanda Prates

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Foi um período de reviravoltas na carreira de Demian Maia. Aos 32 anos, o paulista foi do céu ao inferno no octógono. Felizmente, agora está no céu de novo. Após uma vitória sobre Dan Miller no UFC 109, o lutador foi chamado para substituir Vítor Belfort na disputa pelo cinturão contra Anderson Silva, no dia 10 de abril, em Abu Dhabi. Um reconhecimento que poderia ter vindo bem antes. Demian chegou ao UFC de maneira devastadora. Usou seu jiu jitsu impecável (é cinco vezes campeão mundial) para finalizar cinco adversários em seguida. E fez tão bem que quatro destas finalizações foram premiadas. Depois desta belíssima sequência, Demian já aguardava um convite da organização para disputar o cinturão. Até que, em uma luta quase aberracional, foi nocauteado em 21 segundos por Nate Marquardt. Um lamentável azar que abalou a credibilidade em suas habilidades em pé – já que as no solo sempre foram incontestáveis.

Como todo bom atleta, o racional Demian decidiu não deixar um mau dia entrar no caminho. Voltou a treinar, investiu pesado no boxe, e retornou ao octógono com uma trocação surpreendemente eficaz. Pela primeira vez, ganhou por decisão dos jurados e lembrou aos críticos dos motivos pelos quais era temido na categoria. De volta à trilha de vitórias, Demian ainda assim não esperava por uma chance de disputar o título dos médios. Alguns dias antes de saber da luta, Demian conversou com o JB, admitindo que teria que “fazer um barulho” se quisesse a chance. Coerente, lembrou que a categoria dos médios estava uma “bagunça”, e que esperaria por sua vez, sem perder o foco em seus treinos. O sonho do cinturão, naquela hora, parecia distante. Porém, talvez um pouco culpada depois do incidente contra Nate Marquardt, a sorte decidiu dar uma mãozinha para o lutador.

Após a saída de Belfort, a organização cotava Chael Sonnen para disputar, mas, machucado após uma luta, Sonnen não aceitou o convite. Curiosidade: a luta havia sido contra Nate Marquardt. Um curioso golpe do destino: o mesmo lutador que prejudicou as chances de Demian no título foi responsável pelos ferimentos que tiraram Sonnen de cena.

Agora, Demian tem a justíssima chance de reinvidicar o cinturão, na luta anunciada como “o encontro entre o melhor lutador de chão e o melhor lutador de pé do MMA”. Mas pelo que pudemos ver, já podemos esperar muito mais que chão do obstinado e coerente Maia. Nesta exclusiva para o JB, ele fala sobre o sonho do cinturão, a mudança de estilo em sua última luta e critica o “complexo de vira-lata” no mundo dos esportes no Brasil.

Como você soube que iria disputar o cinturão?

Fiquei sabendo na sexta, antes de anunciarem. Meu empresário ligou e perguntou se eu queria lutar. Aí disse que claro que lutaria, com certeza. Isso foi no começo de noite da sexta, e eu só não podia falar pra ninguém até anunciarem. No mesmo dia, anunciaram oficialmente.

Alguns dias antes, nós tínhamos conversado e você não tinha previsão de lutar pelo cinturão. Você ficou surpreso?

Eu estava esperando convite quando ganhei do Chael Sonnen no ano passado. Aí, achei que ia vir, tava esperando, mas lese falaram que ainda não sabiam, porque ia depender da luta entre o Anderson e o Thales Leites. Como a luta foi meio morna, acabaram me colocando contra o Nate, que foi quando eu perdi. Para a disputa do cinturão, o Vítor Belfort se machucou e Sonnen era a segunda opção deles, mas ele tava machucado por causa da última luta, então eu era próxima opção. Foi um pouco surpreendente.

Você lutará em abril logo depois de ter lutado em fevereiro? Não é um intervalo muito pequeno?

Não é o ideal, o ideal é um pouco mais. Vou lutar de novo depois de nove semanas. Mas, com planejamento bem feito, não é tempo ruim. O bom é que não estou vindo zerado, estou preparado e treinado. Vou só deixar o ritmo cair um pouco pra não chegar no pico antes. É uma ciência delicada, o atleta tem que deixar corpo cair de rendimento pra ir subindo e chegar bem para a luta, sem passar do pico.

Com quem você vai treinar? Vai treinar com o Dórea de novo?

Vou também, ele será um dos técnicos. Vou treinar com todo mundo que possa ajudar, só não vou treinar com Minotauro e Minotouro porque eles também são muito amigos do Anderson e seria uma situação difícil pra eles. Não quero colocá-los em uma posição delicada, vou treinar com profissionalismo.

E qual é o sentimento de ter sido escolhido para essa chance?

Foi um sonho. Eu sempre quis lutar pelo título. E a disputa chegou num bom momento. Talvez um ano atrás eu fosse menos experiente, mas agora passei por lutas importantes. A chance veio na hora certa.

E a estratégia, já tem uma?

No mundo da luta, a gente até bola estratégia, mas, na verdade, na hora são dois organismos vivos que mudam o tempo todo. Tudo muda. Ou seja, a estratégia é uma linha de planejamento muito variável.

A sua última luta, contra o Dan Miller, foi uma surpresa para todos. Você trocou muito, fez ground and pound, e parecia bem confortável. Era parte da sua estratégia, ficar na trocação?

Foi ao mesmo tempo uma estratégia, e ao mesmo tempo força das circunstâncias. Eu pensei fazer uma luta menos agressiva, mais estratégica, porque quero testar a paciência de buscar a hora certa, não só ir pra cima pra acabar a luta logo. O lutador tem que ter dois tipos de jogo. Eu me senti bem em pé e fiz um boxe mais defensivo, como o do Lyoto Machida. Como estava me sentindo seguro, botei ele pra baixo. Como ele ficou em pé, não fiquei me matando para botar ele embaixo e decidi arriscar um pouquinho. Consegui acertar um bons socos e pensei “no terceiro round, vou garantir e botar pra baixo e, se der espaço, vou finalizar”. Acho que valeu a pena, porque foi uma experiência pela qual eu precisava passar.

Qual foi a importância dessa luta pra sua carreira?

Apesar de não ter sido “exciting”, foi muito importante. Quero ser campeão do peso, tenho que me testar de tudo quanto é maneira. Desta vez, deu certo, joguei na segurança, e, pela primeira vez, ganhei uma luta por pontos. Foi uma evolução, porque eu não tinha essa segurança. Agora eu consigo me virar em pé sem me arriscar tanto, lutar numa distância. Foi impagável no sentido de experiência pessoal de luta.

Você acha que a vitória te redimiu após a derrota para o Nate Marquardt?

Redimiu, sim. Mas, na verdade, eu não tinha nada a provar. Vinha de onze vitórias e uma derrota, vim para fazer mais uma luta. Graças a deus, fui campeão, e sempre ganhei muito mais do que perdi.

Como foi o seu treinamento para essa luta?

Eu conversei com o Minotauro e pensei “po, tenho vontade de treinar luta olímpica e boxe em Cuba”. Ele falou que ia me levar, mas, na última hora, não deu pra ir e eu fui para a Bahia. Fiquei duas semanas direto e quase um mês e meio indo e voltando de lá. Foi excelente, valeu pela imersão. É como aprender uma língua, sabe? Lá era só boxe, só com boxeador, e ainda com a Champion, a melhor equipe do Brasil. Para mim, ajudou muito.

Como foi sua entrada no MMA? Foi uma transição natural do jiu jitsu?

Eu sempre fiz lutas. Praticava judô quando era criança, fiz karatê, kung fu e jiu jitsu com 19 anos. Aí eu fui ganhando títulos. Nunca fui uma pessoa violenta, mas, como gosto de me testar, fui descobrir o vale tudo. Vi meu primeiro vale-tudo em 91, 92, no Ibirapuera, com pessoas como Ralf, Renzo (Gracie) e Marcelo Bering. Aí pensei “quero fazer isso, quero me testar nisso”, desde aquela época. Desde a faixa branca, eu já queria fazer vale-tudo. Na minha primeira luta profissional, eu tinha 23 anos. Depois, passei vários anos só lutando jiu jitsu, e só fui voltar a lutar em 2005, quando competi em Abu Dhabi, em jiu jitsu sem kimono. Em 2005, também ganhei um vale-tudo na Finlândia. Em 2007, lutei meu primeiro vale-tudo nos EUA, o Gracie Fighting, duas semanas depois de Abu Dhabi. Apesar de ter acabado de sair de uma luta, era uma oportunidade boa, uma bolsa boa e uma chance de ingressar no mercado norte-americano, então arrisquei.

Você tem um ídolo no esporte?

Meu ídolo é Rickson Gracie, mas também existem duas estrelas do Brasil, muito carismáticas, que abriram as portas para todos agora: o Minotauro e o Wanderlei Silva. São duas pessoas que admiro muito.

E a má fama dos lutadores, tem justificativa?

Não tem nenhum lutador ruim fora do ringue. O problema é que, no exterior, tem muito a mídia em cima o tempo todo. Se a pessoa não tiver cabeça boa, fica “se achando”. Lá fora ou no Japão, quando tem evento, até eu, quando estou para lutar, não consigo passar no hotel! Nos dia da pesagem e da luta, o lutador tem que botar capuz no lobby do hotel, porque, se alguém descobre, pára todo mundo. Esse assédio todo acaba deixando a pessoa meio arrogante se ela tiver a cabeça fraca. Mas agressividade? Esse tipo de coisa eu não conheço.

Nós temos dois campeões brasileiros no UFC e vários nos maiores rankings mundiais, mas ainda assim o esporte não é tão difundido no Brasil. Como você avalia esse crescimento?

No Brasil, a gente tem complexo de vira-lata. Tudo que é nosso não tem valor, o negócio são os gringos. A gente criou o jiu jitsu brasileiro, todos são brasileiros, mas ninguém “tá nem aí”. Jiu jitsu não tem cobertura nenhuma. Agora está começando a aparecer, porque está dando um dinheiro, e está começando a ser visto. Nos EUA, a cultura do esporte é muito mais forte que aqui. Aqui, você abre o caderno de esporte é só futebol. Não tem cultura de esporte, a pessoa não aprende a gostar de outras coisas. Apesar do pessoal relacionar muito com a violência, acho que está saindo esse estigma. Inclusive, eu acho que vale-tudo ainda não explodiu aqui, menos por causa da violência, mas mais por causa da cultura de esporte. Um exemplo é o vôlei, que não tem violência nenhuma, mas pouca gente assiste.

Agora, os duelos brazucas: quem você acha que vai vencer a revanche entre Lyoto e Shogun?

Vai depender de quem fez a reformulação melhor, vai depender de quem percebeu melhor os erros, quem teve mais a sensibilidade treinar em cima disso. É difícil por causa disso, não dá pra saber quem percebeu mais no último confronto.

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Demian Maia conta como vê o MMA no Brasil

Thursday, February 18th, 2010
por Danilo Lavieri e Diego Ribas

Demian Maia pode entrar para o hall dos consagrados no UFC

Demian Maia pode entrar para o hall dos consagrados no UFC

Demian Maia é o nome do momento no UFC. Depois de vencer Dan Miller no UFC 109, o brasileiro, que é considerado quase que de forma unânime o melhor lutador de jiu-jitsu do MMA, ganhou a oportunidade que tanto esperou: brigar pelo cinturão.

No dia 10 de abril, em Abu Dhabi, no UFC 112, vai encontrar seu compatriota Anderson Silva, ainda invicto no UFC. Em entrevista ao Abril.com, ele conta como é seu treinamento, quem são seus treinadores, e como foi receber o convite para lutar no UFC 112.

Além disso, ele explica o motivo de, ao contrário da maioria dos lutadores, preferir ficar no Brasil e não ir para os Estados Unidos. Confira a entrevista completa:

Abril.com: Primeiro parabéns pela realização de um sonho de lutar pelo cinturão. O que espera dessa disputa de cinturão? Já pensou em como vencer Anderson Silva?
Demian Maia: Eu ainda não consegui pensar [em como bater Anderson Silva, ainda invicto no UFC]. A ficha ainda nem caiu. Estou muito feliz de ter recebido o convite e agora é trabalhar muito. É a chance que você não pode largar nunca. São oito semanas de treinamento a partir desta segunda-feira. Agora, é começar um treino leve. O maior problema seria se eu tivesse parado totalmente, mas como eu venho de um ritmo bom não vejo problemas.

Você é apontado como o dono do melhor jiu-jitsu do MMA. Qual o seu diferencial?
Demian Maia:
É uma honra pensarem assim de mim. Olha, meu carro chefe sempre foi o jiu-jitsu e desde que comecei a treinar já pensava em lutar MMA, então minha mente e meu estilo são voltados para defesa pessoal, de maneira efetiva.

Apesar disso, na sua última luta, contra o Dan Miller, você priorizou a luta em pé. Qual o motivo?
Demian Maia:
Essa foi a luta mais importante da minha vida. Eu precisava mostrar para mim mesmo que eu podia lutar em pé. Foi a primeira vez que lutei três rounds, foi um grande amadurecimento para mim. Troquei com um lutador experiente e não me arrisquei.

Como você se prepara para as lutas?
Demian Maia:
A grosso modo, posso definir que no início da preparação faço treinos longos não muito intensos e conforme a luta se aproxima os treinos ficam mais curtos e intensos. Tem um ciclo de três meses com 2 a 3 treinos diários, priorizando o jiu-jitsu e o boxe.

Quem são os seus treinadores?
Demian Maia:
Faço minha preparação física com o Rafael Alejarra nos Estados Unidos e com o Diego Andriello aqui no Brasil. Boxe com o André Lopes em São Paulo e com o Dórea, ex-treinador do Popó, na Bahia. Também treino Muay Tai com o Anderson da Roney Alex, e meu carro chefe, o jiu-jitsu, faço aqui na academia com o Wagner Mota. Ele tem grande importância em lapidar minhas posições no chão, inclusive eu fiquei alguns anos sem treinador e agora sinto grande evolução no treinamento.

E você também faz parte da preparação fora do país, certo?
Demian Maia
: Eu vou, normalmente, faltando duas semanas para os Estados Unidos treinar com o Alejarra, aproveito e treino com amigos como o Wanderlei Silva. Desta última vez treinei com o Saulo Ribeiro, com o Xande, Minotauro e com o Álvaro Romano também, que me ajudou muito para minha última luta.

Você é o único paulista que treina em São Paulo que figura entre os tops em alguma categoria do UFC. Como são seus treinos aqui? A cidade oferece qualidade de treinamento suficiente?
Demian Maia:
Aqui eu tenho treinos excelentes. Não penso em sair daqui. Treino com um pessoal muito bom na academia do Eduardo Telles, como Fábio Negão e Cláudio Godói. Tem um potencial muito bom, talvez falte o pessoal daqui se unir mais e treinar cada vez mais juntos para fortalecer. É isso que estamos fazendo lá na academia do Telles.

Então você não pensa em morar definitivamente fora do país?
Demian Maia:
Eu não gosto de treinar fora. Me sinto bem melhor aqui. Lá se ganha mais dinheiro com patrocínios e em promoções de eventos, é mais fácil por que está tudo ali perto, mas troco esse dinheiro para morar onde me sinto melhor.

Você continua dando aulas de jiu-jitsu?
Demian Maia:
Não, parei faz quase um ano. Agora eu me dedico a treinar e, em períodos de descanso, dar seminários.

Hoje você já é uma realidade. É reconhecido e está a dois meses de um sonho. Mas e o seu início? Como foi?
Demian Maia:
Olha, acho que nunca disse isso em entrevistas, mas a primeira luta que fiz foi em 96, em Bertioga. Nem fazia jiu-jitsu, só treinava com amigos. Treinava Kung Fu desde criança e resolvi participar, mas nem coloca esta luta no meu cartel. Era um evento muito amador, sem luva, valia cabeçada…

E pensando no futuro. Atletas de alto rendimento têm uma “vida curta” no esporte. Você já se prepara para isso? Como investe o dinheiro das lutas?
Demian Maia:
Então, eu não penso em aposentadoria ainda. Não me ponho limite por que isso restringe o atleta. Na luta, o atleta se torna campeão mais velho, faz parte do amadurecimento psicológico. Por isso eu pretendo lutar até uns 40 anos. Sobre investir? Tem que saber como investir o que ganha. Imóveis, terrenos…

Lá fora vocês são astros. Aqui, nem tanto. Mas isso está mudando. Como você vê o crescimento do esporte no Brasil?
Demian Maia:
No Brasil está aumentando. Lá fora já tem muita visibilidade, mas aqui está começando a atingir um público não especializado. Isso tem a ver com a transmissão em TV aberta. Depois que a RedeTV começou a passar algumas lutas a visibilidade dos lutadores aumentou bastante aqui. É bacana. Nos Estados Unidos, por exemplo, os atletas são ídolos, inclusive é meio sufocante. O cara não pode fazer nada errado, tem sempre alguém em cima.

Por essa falta de reconhecimento, dá pra curtir bem uma vida particular, então?
Demian Maia
: Sim, gosto deste meio termo. No tempo livre, gosto de andar com meus cachorros, sair com meus amigos da faculdade e fazer algum programa ligado à natureza; sítio, fazenda, pegar onda.

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Demian Maia prioriza o treinamento no Brasil

Thursday, February 18th, 2010
por Danilo Lavieri e Diego Ribas

O lutador Demian Maia prioriza o treinamento no Brasil

Perto do desafio mais importante da carreira, atleta do UFC prioriza treinamento no Brasil e sinaliza crescimento do esporte no país

Próximo desafiante ao título da categoria dos médios do UFC (84 kg), Demian Maia diverge do estereótipo de lutador. Formado em jornalismo, dono de uma fala mansa e de orelhas normais – em oposição às tradicionais “orelhas repolho”, retrato de treinos intensos no tatame -, o atleta aproveitou uma semana de descanso após a luta contra Dan Miler e concedeu uma entrevista exclusiva para o Abril.com em que retrata o crescimento do esporte, seu início nas lutas e o futuro do MMA no país.

Considerado quase que de forma unânime como o melhor atleta de jiu-jitsu do MMA mundial, Demian está em alta nos EUA. Com 13 lutas na carreira, sendo 12 vitórias e uma derrota, o atleta possui quatro premiações de melhor finalização da noite – ao final do evento, bônus são oferecidos aos protagonistas de melhor finalização, nocaute e melhor luta -, todas no primeiro round e vai encarar Anderson Silva no UFC 112 .

A base deste sucesso, além do árduo treinamento, é o foco. “Meu carro chefe é sempre o jiu-jitsu. Desde o início, treinava pensando em lutar MMA, então minha mente e meu estilo são voltados para defesa pessoal, de maneira efetiva”.

Foi com esta vontade que, com apenas quatro anos de treinos de jiu-jitsu, ele disputou um luta na Venezuela, em 2001, conquistando a vitória em menos de um minuto. O que poucos sabem, é que esta não foi a estréia de Demian no MMA. “Com 18 anos eu fiz uma luta em Bertioga, mas nem coloco no meu cartel. Foi muito amador, sem luvas, valia cabeçada. Eu treinava Kung Fu desde criança na academia e jiu-jtsu com amigos, hoje é tudo mais profissional”.

Parte deste profissionalismo alcançado pelo esporte reflete no aumento da migração de atletas em busca dos melhores centros de treinamento. Wanderlei Silva, Fabrício Werdum e Gabriel Gonzaga, o Napão, são alguns dos inúmeros brasileiros que optaram por morar nos EUA, principal pólo mundial do esporte.

Contando com parceiros e amigos que moram nos EUA, como Wanderlei e Rafael Alejarra, seu treinamento é feito no Brasil e finalizado no exterior. “Faltando duas semanas, normalmente, eu vou para os Estados Unidos treinar com o Alejarra (preparador físico). Mas não penso em treinar fora. Lá se ganha mais dinheiro com patrocínios e em promoções de eventos, mas troco esse dinheiro para morar onde me sinto melhor”.

Único paulista que treina em São Paulo a figurar entre os tops no UFC, Maia não só não pensa em morar no exterior, como destaca o potencial da cidade no esporte. “Em São Paulo eu tenho treinos excelentes em todas as modalidades, não penso em sair daqui. Me sinto bem. Talvez, o que falta é o pessoal que está aqui se unir mais e treinar cada vez mais juntos”.

A disparidade de patrocínios e rentabilidade entre Brasil e EUA também se estende à visibilidade dos atletas, que possuem uma legião de fãs no exterior. “Na semana da luta eu tenho que me disfarçar no hotel. Coloco capuz, óculos e ando depressa porque, se for reconhecido, rapidamente junta um pessoal e fica difícil atravessar o hall”.

Fazendo coro a maioria dos esportistas brasileiros que não praticam futebol, Demian aponta a justificativa para tamanha diferença em tom de desabafo. “O Brasil não tem cultura esportiva, é só futebol. Nos Estados Unidos, por exemplo, o público de lutas não é formado só por atletas. São senhores, mulheres, gordos. Enfim, tem um público bem grande. Aqui no Brasil só engrena se tiver TV aberta. Inclusive, depois que a RedeTV começou a passar algumas lutas, o reconhecimento aqui aumentou muito. Essa é a hora. Com esse crescimento e com as Olimpíadas de 2016, temos que investir em uma cultura esportiva sólida. Não só a do futebol”.

Confira e entrevista completa de Demian Maia

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Qual foi o grande momento de Demian no Jiu-Jitsu?

Tuesday, February 16th, 2010

em GracieMag.com

por Marcelo Dunlop

Esqueça por um minuto o Demian Maia lutador do UFC, e o desafio que ele terá contra Anderson Silva, no dia 10 de abril, em Abu Dhabi, Emirados.

Como lutador de Jiu-Jitsu, esse paulista foi (é) sem sombra de dúvida um dos melhores competidores de sua geração. Mas qual terá sido seu maior momento como atleta amador, como lutador de chão? Terá sido o título até 88kg no ADCC 2007?

GRACIEMAG.com repassou a pergunta para o próprio, que devolveu de bate-pronto, rápido como um armlock: “Foi com kimono: a final da Copa do Mundo de 2005, contra o Jacaré”.

De fato, na época desse extinto torneio, Ronaldo Jacaré vivia um período de supremacia raro, em que ninguém conseguia botá-lo em dificuldades, poucos conseguiam levar a luta até o tempo regulamentar. E nenhum humano o vencia.

Fez lembrar Anderson novamente, né? Mas esqueça o UFC por dez minutos e curta a luta abaixo.

Para mais sobre o craque, visite www.demianmaia.com

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Demian no UFC 112: “É o melhor carnaval da minha vida”

Sunday, February 14th, 2010

Demian é só alegria pela chance contra Anderson. Foto: Josh Hedges

Gracie Mag

Numa entrevista recente ao GRACIEMAG.com, Demian Maia declarou que demoraria para ter uma chance contra Anderson Silva no UFC. A derrota para Nate Marquardt teria afastado a possibilidade. Entretanto, o mundo dá voltas. A contusão de Vitor Belfort abriu uma vaga pela disputa de cinturão, que acontece no dia 10 de abril, em Abu Dhabi. E o escalado por Dana White para o combate foi o faixa-preta de Jiu-Jitsu.

“Não podia estar melhor! É o melhor carnaval da minha vida!”, comemora Demian.

“Excelente! Era o que eu mais queria, algo que lutei pela minha vida inteira. Me preparei a vida inteira para isso e ter essa oportunidade agora foi ótimo”, completa ao GRACIEMAG.com.

Você acabou de lutar no UFC 109, no dia 6 de fevereiro. É possível descansar o corpo e se preparar bem para lutar novamente no dia 10 de abril?

Essa é uma oportunidade que não podemos deixar passar. Pode acontecer uma vez na vida. Não é o tempo ideal, mas, ao mesmo tempo, não é ruim. Estou vindo de uma luta e não estou fora de ritmo. Vou descansar essa semana e devo ficar parado até o meio da semana que vem. Depois volto a treinar. Vai dar tempo de descansar o corpo, porque geralmente é isso que eu paro mesmo, uns 10 dias. A diferença é que, dessa vez, terei que acelerar o ritmo um pouco mais rápido do que quando me programo com uns quatro meses de antecedência.

Como encara essa oportunidade contra o Anderson, provavelmente a luta mais importante da sua carreira?

Já são sete lutas no Ultimate, lutei muitos campeonatos de Jiu-Jitsu e já passei por situações dificílimas. Vou continuar fazendo o que faço e tentar ser o mais perfeito possível, no treino e na postura. Com certeza essa será a minha luta mais importante, mas toda luta que aparece é a mais importante. A última foi, a que perdi também, porque poderia me dar a chance pelo título. Então é sempre importante.

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Demian: “Só pensei em trocar socos”

Tuesday, February 9th, 2010

Foto Josh Hedges

Demian Maia surpreendeu os fãs no último sábado. Enfrentando o faixa-preta Dan Miller no UFC 109, o paulista, especialista em Jiu-Jitsu, decidiu lutar em pé contra o americano, e deu certo. Ficando com a vitória na decisão unânime, Demian explicou sua estratégia na coletiva de imprensa após o duelo.

“Queria provar para todo mundo e para mim mesmo que eu conseguiria lutar na trocação”, disse Demian, deixando claro que sua especialidade continua sendo o chão. “Jiu-Jitsu é o que faço e sempre farei, mas eu preciso sentir que sou um lutador completo, não só nos treinos, mas dentro do octagon, por isso que não tentei as entradas de queda o tempo todo. Coloquei o meu Boxe e deu certo”.

E o brazuca fez questão de elogiar Miller. “Ele é um dos caras mais duros, acertei alguns bons socos, mas ele continuou lutando. Ele não quis ir para o chão. Quando eu o derrubei ele quis logo levantar, então lutamos em pé, eu também queria isso. No segundo round, eu só pensei em trocar socos. No último round, resolvi levá-lo para o chão e vencer”, disse, sonhando com voos mais altos. “Quero lutar pelo cinturão e sei que acontecerá um dia”. Clique aqui para ver as melhores fotos do UFC 109.

Fotos Josh Hedges

No último sábado (6), Demian Maia e Paulo Thiago trataram de fazer a festa da torcida brasileira no octagon em Las Vegas. Dono de um dos melhores jogos de chão do MMA, Demian surpreendeu e partiu para a trocação contra Dan Miller, ficando com a vitória na decisão, enquanto Paulo Thiago finalizava o perigoso Mike Swick. Entre as preliminares, Ronys Torres e Rolles Gracie estrearam com derrota. Clique aqui para saber como foram as lutas do UFC 109 e confira aqui as melhores imagens do show de lutas.

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Demian Maia diz que queria provar que pode lutar de pé

Tuesday, February 9th, 2010
Demian Maia preferiu usar da luta de pé contra Dan Miller

Demian Maia preferiu usar da luta de pé contra Dan Miller

A felicidade de Demian Maia por bater o americano Dan Miller durante a luta no UFC 109 vai muito além da simples vitória. O brasileiro não cansa de repetir que seu triunfo serviu para provar a ele mesmo e para todos que poderia lutar de pé.
Considerado um dos melhores lutadores de jiu-jitsu da atualidade, o brasileiro preferiu lutar na maior parte do tempo de pé e só levou seu adversário à lona no último round apenas para confirmar a vitória, que acabou sendo ratificada pelos juizes de maneira unânime.
Confira o que Demian Maia falou na coletiva de imprensa após a vitória:

Sobre o sentimento após voltar a vencer uma luta
É sempre muito bom ganhar, especialmente quando você vem de uma derrota [Nate Marquadt no UFC 102]. Ainda mais para mim foi bem especial. Pude provar que posso lutar de pé. Eu precisava provar para mim mesmo que sou um lutador completo, e não só nos treinos. Eu usei bastante o meu boxe e funcionou muito bem. O que me deixou bem feliz.

Sobre a estratégia usada durante a luta
Eu optei por lutar de pé desta vez. Não quis levá-lo para o solo a toda hora. Para mim, ele é um dos caras mais duros de bater. E sempre que eu tentei levar ele para o chão, ele levantava e queria lutar de pé. Então acabei concordando com aquilo. Eu também queria lutar de pé. Mas chegou certo ponto que decidi ir para o no chão só para poder confirmar a minha vitória.

Sobre os planos para o futuro
Tudo o que eu posso dizer é que estou pronto. A minha última derrota foi bem frustrante pois fiquei bem perto de lutar pelo título. Vamos esperar para ver o que vai acontecer. Na verdade, estou sem planos, só quero lutar. Vou sempre lutar por um título e sei que isso vai acontecer um dia.