Entrevista

Por Guilherme Cruz para Tatame bandeira-eua-animada6 bandeira-brasil-animada7

Faixa-preta de Jiu-Jitsu, Demian Maia deu uma aula de chão contra o também brasileiro Mário Miranda no UFC 118, mas, apesar de ter encaixado diversas posições, não conseguiu a finalização. “Eu treinei e senti que evolui bem e consegui chegar às posições que eu queria. Faltou só um detalhezinho final porque, de resto, eu senti que eu conseguia chegar bem às posições”, comenta Demian. Numa entrevista exclusiva à TATAME, o paulista comentou a vitória sobre Mário, se recuperando a derrota para Anderson Silva em Abu Dhabi, e falou sobre a motivação extra de ver seu último algoz no córner de Mário. “Com todo o respeito ao Mário, que não tem nada a ver com o que aconteceu com a gente, na hora que o Anderson entrou no corner eu fiquei contente porque sabia que era uma coisa que ia me motivar mais ainda”, confessa o lutador, que comentou a revanche entre Chael Sonnen e Anderson Silva, que deve rolar em 2011.

O que você achou da sua volta contra o Mário Miranda?

Eu fiquei feliz de ter voltado com uma vitória. É lógico que eu gostaria de ter conseguido uma finalização, mas ele é um cara bastante escorregadio no chão, se defende bem, manteve a calma o tempo inteiro quando estava em posições ruins, ele é um bom atleta. O currículo dele já mostra que ele seria uma pedreira para qualquer um na categoria. Ele é um cara que tem só uma derrota em 12 lutas, então, com certeza, seria uma pedreira para qualquer um.

Você se surpreendeu com as habilidades dele de defender as posições?

Não… Eu sabia que ele era faixa-preta de Jiu-Jitsu e um bom atleta de Wrestling, então eu sabia que não ia ter facilidade para finalizar, mas realmente ele se defendeu bem e eu também tive alguns erros técnicos que eu preciso corrigir. Eu acho que foi bom que eu consegui ver isso nessa luta, mas não tiro o mérito dele por ser um atleta de alto nível.

Você têm se dedicado bastante aos treinos de Boxe e outras modalidades, além do Jiu-Jitsu. Você acha que isso contribuiu para que você perdesse tantas posições e não conseguisse finalizar, uma vez que você tem treinado menos o Jiu-Jitsu?

Eu acho que não, de forma alguma. Eu continuo treinando bastante Jiu-Jitsu, não deixo de lado… Eu não treino só Jiu-Jitsu hoje em dia, mas o Jiu-Jitsu representa, no mínimo, 50% do meu treino técnico, então é bastante… É mais do que muita gente treina. Eu acho que tem algumas correções que eu tenho que fazer… Eu consegui chegar bem na montada, nas costas, no braço… Eu consegui chegar às posições que eu queria. Eu treinei e senti que evolui bem e consegui chegar nelas. Faltou só um detalhezinho final porque, de resto, eu senti que eu conseguia chegar bem às posições… Eu treinei bastante Jiu-Jitsu para essa luta.

O que o patrão falou da sua vitória, depois daquela polêmica com o Anderson Silva?

Cara, na coletiva o que o Dana falou, quando perguntaram o que ele achava que seria o próximo passo para mim, que ele ainda não sabe porque o peso está muito complicado… Tem a luta do Anderson contra o Chael (Sonnen), tem o Vitor (Belfort) que deveria lutar pelo título, tem vários atletas que podem estar na linha de frente, então é um dos pesos mais confusos que tem no momento.

O Anderson estava no córner do Mário durante a luta, já que eles são parceiros de treino. Isso te deu uma motivação a mais?

Com certeza, deu. Eu fiquei até feliz sabendo que ele ia estar no corner porque eu sabia que ia me motivar mais. Com todo o respeito ao Mário, que não tem nada a ver com o que aconteceu com a gente, é um excelente atleta, parece ser uma pessoa muito boa também, apesar de eu não conhecer muito… Com todo o respeito a ele, mas na hora que o Anderson entrou no corner eu fiquei contente porque sabia que era uma coisa que ia me motivar mais ainda.

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